ATENÇÃO

Se você encontrar problemas em navegar pelo blog utilizando o Internet Explorer, em particular na abertura da página ou na barra de rolagem, deve-se a um problema de configuração gerado pelo Google/Bogger. É recomendável que experimente o Google Chrome, até que o serviço do Blogger encontre as soluções adequadas.
A caixa de comentários foi retirada exatamente em função do exposto, pois estava causando transtornos aos leitores.
Seus comentários poderão ser feitos diretamente para o email contato@psicologoroberte.com.br, e serão muito bem vindos.

terça-feira, 20 de outubro de 2009

A Águia

Cadáver de águia: você já encontrou algum? Não? Mas já encontrou vários outros, de galinhas, pombos, pássaros, cachorro, gato, etc. Por que razão não se encontra cadáveres de águias?

Conta a lenda que, quando esse belo representante da vida animal sente se aproximar a sua hora de partir, junta todas as forças que lhe restam e voa ao pico mais alto que puder, se aninha, e espera pacientemente que sua hora seja consumada, sem esbravejar, corajosamente.

Mas não é só disso que quero falar, dessa sapiência da águia frente à morte, quando não se abala, não atordoa, não se inutiliza, simplesmente parece acreditar numa forma qualquer de transição. Quero também falar de outras características desse belo exemplar. Como por exemplo, a atitude da águia frente às tormentas. Onde a águia se esconde quando se aproxima a tormenta que ninguém a encontra?

Conta a mesma lenda, que ela não se esconde. Com suas asas bem abertas, uma águia consegue voar numa velocidade de 90km/h. Quando uma tormenta se apresenta ela simplesmente abre suas asas e a enfrenta com toda sua força. Seu objetivo é “furar” a tormenta, atravessá-la. De alguma forma, ela sabe que a barreira que traz os ventos e os raios que conduzem descargas elétricas tem em média de 30 a 50m, e que acima dessa extensão brilha o sol e o céu azul.

A águia está sempre acima das tormentas por uma única razão: em vez de temer e fugir, ela enfrenta. Ela sabe que pode se ferir e perder algumas penas, mas segue em frente, corajosamente, e, enquanto todos os outros estão vivendo a própria tormenta e a falta de luz embaixo, ela está voando vitoriosa e em paz do lado de cima. Com seu preparo físico, ela pode ficar assim por horas.

Que reflexões podemos tirar, nós humanos, dessas lições de um “animal inferior”?

Bem, quero propor duas. Primeira: não fuja dos problemas, enfrente-os, porque depois deles, haverá sempre um céu para o repouso e a paz. Mas isso não é tudo. Para fazer isso, precisamos nos exercitar muito, pois precisamos estar preparados, física, mental, psicológica e emocionalmente – corpo, mente e espírito necessitam estar alinhados na busca da superação pessoal. Somente com bom preparo e auto-estima é que poderemos sair vencedores, pois certamente perderemos algumas “penas” nesse vôo. Precisamos saber se queremos ser águia ou pardal.

A segunda: mesmo enfrentando os problemas, caso se encontre frente ao inevitável fim (que não precisa ser a morte física, é claro, mas o fim de qualquer coisa), não se desespere. Assim como a águia, encontre um pico bem alto em sua vida (um espaço mental positivo, uma busca de ajuda, um conforto espiritual, ... ou até mesmo uma montanha, uma floresta, a beira de uma praia, tanto faz), aninhe-se, recomponha-se, deixe-se morrer se for necessário, ou como bem dizia Fernando Pessoa, perceba-se encerrando o ciclo. E prepare-se com confiança para sua própria ressureição frente á vida.

Sucesso e Paz

Roberte Metring

Links para Lista de Assuntos Postados

Artigos Relacionados

Video-Clip