Gripe A: cânfora e outras prevenções – esclarecimento

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A person with a suspected case of H1N1 influenza virus waits outside Miguel Couto hospital in Rio de Janeiro July 23, 2009. The flu strain has killed 29 people in Brazil, the Health Ministry said on Wednesday. REUTERS/Sergio Moraes (BRAZIL HEALTH)

Marmelada na hora da morte mata, já dizia minha avó. Os objetivos dela para me falar isso eram outros, mas bem que se aplica aos casos de saúde. Muitas pessoas estão pensando que os procedimentos preventivos que eu, e vários colegas divulgamos, são a chave do Jardim do Edem contra o Vírus H1N1, ou seja, que são verdadeiros milagres. Não são e não devem ser tomados como substitutivos de procedimentos protocolados cientificamente para o combate a infecção, uma vês que já tenha ocorrido.

Vamos por partes nos esclarecimentos.

Em primeiro lugar:

Desejo ressaltar que as informações apresentadas no blog tem o objetivo de produzir reflexões que levem a estados de saúde, e melhoria na qualidade de vida dos leitores. Tanto eu, como vários colegas da saúde temos o mesmo objetivo, incluindo o Dr. Márcio Bontempo, várias vezes citado por mim, pessoa que não conheço pessoalmente, nem tenho amizade, mas que admiro e respeito. Temos visto, no entanto, muitos “profissionais de saúde”, centrados em doença. Para esses, nossas publicações devem ser um terror, pois nosso viés é na promoção de estados de saúde, enquanto muitos tem centrado seus olhares na doença. Enquanto saúde, precisamos promover, e isso não é caro. Enquanto doença, precisamos remediar, não tem jeito. A química e os cuidados especializados na recuperação são essenciais, e indispensáveis.

Em segundo lugar:

A cânfora, a erva-doce, a alimentação, os cuidados físicos, etc. que foram mencionados em vários artigos, são excelentes preventivos, já que estimulam o sistema imunológico, e de alguma forma permitem um processo de higienização ambiental, orgânico e mental. Mas não podemos ser ingênuos a ponto de acreditar no poder curativo dessas práticas frente ao virus H1N1 ou qualquer outro. No quesito cura, pode ser no máximo um excelente coadjuvante. Tudo aquilo que estimule o sistema imunológico, que enriqueça a capacidade do organismo de se tornar adaptativo, fortalecido e resiliente, deve ser divulgado, não somente por mim, mas por qualquer pessoa de bem, que deseje sinceramente ver aumentada a qualidade de vida e a felicidade das pessoas.

Em terceiro lugar:

Cânfora, erva-doce, evitar o uso de químicas em alimentos, diminuir o consumo de açúcar, aumentar o nível e quantidade de exercícios físicos, controlar o peso, tomar banho, lavar as mãos, fazer yoga, praticar Tai-chi e meditação, orar, visitar templos e igrejas, tomar passes ou benzimentos, banhar-se em água de cachoeira, tomar água-benta, e tantos outros procedimentos que vemos anunciados por ai, em nada vão combater “o” vírus H1N1. Não adianta. Servem, sim, para estimular o organismo a ser resistente à ação do vírus, e isso não é só empírico, como científico, e quem desejar se aprofundar, procure obras e artigos sobre Psicossomática, Psiconeuroimunologia, Homeopatia, e tantos outros, que podem ajudar a entender e esclarecer o assunto. Claro que, lavando as mãos e usando álcool, estamos impedindo que o vírus H1n1 se dissemine, mas não é isso efetivamente que salva, como também não o é o simples ato de colocar uma máscara no rosto e sair por ai feito Michael Jackson. Uma vez contaminadas, quase todas as pessoas precisam mesmo é da química para ajudar o organismo a se reorganizar, e de cuidados médicos e de enfermagem especializados. A questão é como não se contaminar. Quanto melhor estiver o sistema imunológico, ou o organismo dá conta por si mesmo de combater o vírus e suas ações perniciosas, ou permitirá melhores condições de restabelecimento.

Em quarto lugar:

Quero me dirigir aos “críticos” de plantão. Etimologicamente, crítica vem do termo grego kritiké, que representa arte ou faculdade de examinar. Portanto, aquelas pessoas que pelo simples fato de serem “contra” julgam-se críticos, deveriam se colocar no seu devido lugar, e parar tanto de atormentar quem deseja prestar algum serviço de utilidade, como de disseminar falsidades e mentiras que permitem o pânico e o tumulto. Isso cabe a todos, dos cidadãos normais, até aqueles que tem o poder da comunicação nas mãos. O crítico analisa, pondera, justifica. O “contra” simplemente é contra, seja lá o que for. O crítico é sensível, educado, gentil com as palavras e colocações, sendo ao mesmo tempo firme e contundente. O “contra” é normalmente uma pessoa de baixa qualidade intelectual, que só sabe é expressar seu desgosto com a vida policiando e julgando, sem ponderações inteligentes, usando, muitas vezes, palavras de baixo calão para retratar seu desconforto. Por isso, alguns comentários não foram publicados, em respeito aos leitores, que não merecem ler desabafos grotescos e de baixa qualidade. Outros comentários ainda estão sendo respondidos, porém com mais calma por serem críticas fundamentadas que merecem respostas igualmente fundamentadas. Obrigado a todos os leitores que exercem seu poder de crítica em relação à saúde e ao bem estar. Serão críticas sempre bem vindas.

E em quinto lugar, e para terminar:

Esse Blog, como todos os outros, não são canais de comunicação científicos, no sentido stricto da palavra. Isso não minimiza nossa responsabilidade, já que a pretensão é apresentar um canal de comunicação tanto eficiente como responsável. Porém, sempre que for possível, também serão disponibilizados artigos e outros de caráter científico que possam melhor ajudar a entender o que foi divulgado. O grande problema é que um blog como esse, com uma média de 800 visitantes por dia, se apresenta para um público extremamente heterogênio, portanto, se for utilizado um discurso científico, corre-se o risco de que muitas pessoas, por não serem da área específica, deixem de se beneficiar dos conteúdos. No entanto, qualquer pessoa que queira se posicionar cientificamente poderá e deverá fazê-lo, seja em termos de comentários, seja solicitando a publicação de algum termo, ou mesmo um artigo pessoal. Terei enorme prazer em apresentar esse artigo com o devido crédito intelectual à pessoa. Não somos donos da verdade, e toda reflexão e discussão críticas são extremamente saudáveis. Saúde e paz a todos.

Roberte Metring

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Sucesso e paz.
Varekai (onde quer que seja)
Roberte Metring – CRP 03/12745

Não me peça explicações, não as tenho. Eu simplesmente aconteço.
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